domingo, 28 de junho de 2026
sábado, 27 de junho de 2026
sexta-feira, 26 de junho de 2026
Os Caminhos da Alma - Toda alma percorre caminhos que ninguém mais consegue ver. - Capitulo 1
Sempre tive vontade de criar um jogo metroidvania, daqueles com exploração, mistério, chefes e uma jornada cheia de significado.
Mas transformar essa ideia em um jogo acabou sendo mais difícil do que eu imaginava. Então resolvi seguir outro caminho.
Nasceu assim Os Caminhos da Alma, uma HQ criada com ajuda de inteligência artificial, edição, roteiro e muita tentativa. Eu não sei desenhar, mas queria muito contar essa história.
A HQ acompanha Pedro, um homem comum que, em uma noite de tempestade, acaba sendo puxado para um mundo estranho, onde precisa enfrentar sentimentos como medo, solidão, ressentimento, culpa e tristeza.
Mais do que uma aventura, essa história é sobre continuar caminhando, mesmo quando a vida pesa.
Espero que vocês gostem desse primeiro capítulo.
Os Caminhos da Alma
Toda alma percorre caminhos que ninguém mais consegue ver.
Créditos:
História e criação: Patrick Cardoso Farias
Roteiro e desenvolvimento: Patrick Cardoso Farias com apoio do ChatGPT / Jarvis
Arte gerada com IA e editada/finalizada por Patrick Cardoso Farias
#OsCaminhosDaAlma #HQBrasileira #Quadrinhos #Metroidvania #Fantasia #IA #ArteComIA
segunda-feira, 22 de junho de 2026
domingo, 21 de junho de 2026
Também não é fácil ser homem
Às vezes vejo pessoas dizendo na internet que ser homem é fácil.
Eu discordo.
Não porque eu ache que as mulheres tenham uma vida fácil. Muito pelo contrário. Cada um enfrenta desafios diferentes.
Mas também existem dificuldades que muitos homens vivem em silêncio.
Pouca gente pergunta se estamos bem.
Na maioria das vezes, esperam que sejamos fortes, que resolvamos problemas, que protejamos quem está ao nosso lado, que saibamos consertar as coisas, que nunca demonstremos medo e que estejamos sempre prontos para ajudar.
Mas basta dizer que estamos cansados para ouvir:
— "Você só reclama."
Se falamos que estamos com dor:
— "Deixa de frescura."
Se alguém nos vê chorando:
— "Que homem é esse?"
Parece que demonstrar sentimentos ainda é visto como sinal de fraqueza.
Lembro de uma situação que nunca esqueci.
Participei de uma competição de inovação na empresa onde trabalho e fiquei em primeiro lugar.
Cheguei em casa muito feliz e fui contar para minha mãe.
— Mãe, fiquei em primeiro lugar!
Ela sorriu de leve, mas logo respondeu:
— Que legal... Seu irmão saiu ontem à tarde e ainda não voltou. Deve estar bêbado por aí.
Naquele instante, minha felicidade ficou em segundo plano.
Passei o resto do dia tentando acalmá-la.
Uma frase que li certa vez nunca saiu da minha cabeça:
"Os pais costumam se preocupar mais com quem parece mais fraco, até que essa pessoa fique forte."
Talvez seja verdade.
Também já fui muito julgado.
Construí uma casa no terreno dos meus pais porque estava prestes a me casar. Queria oferecer um lugar digno para minha esposa.
O casamento acabou.
Hoje ainda moro lá e algumas pessoas dizem:
— "Ele nem tem casa."
Também precisei vender meu carro para conseguir pagar as contas.
Aí escuto:
— "Nem carro ele tem."
Pouca gente conhece a história por trás dessas decisões.
As pessoas costumam enxergar apenas o resultado, não a luta.
Sempre fui muito tímido. Até hoje me pergunto como consegui casar.
Mesmo assim, ainda existe a expectativa de que o homem dê o primeiro passo, tome a iniciativa e nunca demonstre insegurança.
Eu gosto de proteger quem amo. Isso nunca foi um problema para mim.
O difícil é perceber que, muitas vezes, somos vistos com desconfiança antes mesmo de sermos conhecidos.
Por isso, quando alguém diz que ser homem é fácil, eu simplesmente não consigo concordar.
Recentemente li que, entre as pessoas que tiram a própria vida, a maioria são homens.
Isso me fez pensar.
Talvez muitos estejam sofrendo em silêncio.
Talvez muitos apenas precisassem que alguém perguntasse:
"Como você está?"
No fim, não importa se você é homem ou mulher.
Todo mundo precisa ser ouvido.
Todo mundo precisa sentir que tem valor.
Então, se você está passando por um momento difícil, lembre-se de uma coisa:
Você não precisa enfrentar tudo sozinho.
Você importa.
Você vale a pena.
Nunca se esqueça disso.
Essa foi apenas uma experiência da minha vida. Talvez a sua tenha sido diferente. E tudo bem. O importante é que a gente continue aprendendo um com o outro.
quinta-feira, 18 de junho de 2026
domingo, 7 de junho de 2026
Um feriado que não saiu como planejado
No feriado de quinta-feira, dia 4, eu tinha feito planos simples:
- Ir ao aulão de crossfit.
- Chegar em casa e tomar banho.
- Jogar videogame.
Depois do treino, passei na casa da minha mãe. Ela pediu para levá-la ao mercado.
Tudo bem. O plano mudou um pouco:
- Ir ao aulão de crossfit.
- Tomar banho.
- Levar minha mãe ao mercado.
- Jogar videogame.
Mas a vida resolveu mudar tudo.
Quando voltei para a casa da minha mãe, percebi que o carro não estava na garagem.
Perguntei:
— Ué, cadê o carro? O que aconteceu?
Minha mãe, com uma expressão preocupada, respondeu:
— Vieram avisar que seu pai caiu na rua. Seu irmão foi lá ver o que aconteceu.
Pouco depois, meu irmão voltou e disse que o SAMU havia levado meu pai para o hospital.
Meu pai é uma pessoa difícil. Durante muitos anos, criou conflitos com praticamente todo mundo da família. Quando surgiu a necessidade de alguém ficar com ele no hospital, ninguém quis ir.
No fim, sobrou para mim.
Passei o dia inteiro lá, das nove da manhã até as oito da noite. Eu já estava exausto por causa do treino pesado de crossfit, e as horas pareciam não passar.
O que mais me chamou atenção foi o comportamento dele.
Quando os médicos homens faziam perguntas, ele respondia normalmente. Mas, quando eram médicas, principalmente as mais jovens, ele dizia que não lembrava das coisas, fazia confusão e parecia completamente perdido.
Em determinado momento, perguntei à médica por que ainda estávamos aguardando.
Ela explicou que o neurologista precisava avaliá-lo, porque ele parecia confuso e não estava respondendo corretamente às perguntas.
Quando o neurologista analisou a tomografia, não encontrou nada de errado e deu alta.
Mesmo assim, meu pai continuava dizendo que não lembrava de mim, não sabia meu nome e não sabia quem eu era.
Talvez alguém que estivesse vendo aquela cena pela primeira vez sentisse apenas pena dele.
Eu senti pena também.
Mas, ao mesmo tempo, senti algo diferente.
Ninguém naquele hospital viveu o que eu vivi. Ninguém conhece minha infância, os problemas que ele causou ou o sofrimento que minha mãe passou por causa dele.
Quem olhava de fora via um senhor fragilizado.
Eu via também toda a história que veio antes daquele momento.
Hoje ainda estou cansado e desanimado. Não apenas pelo tempo que passei no hospital, mas porque aquela situação me fez pensar em uma coisa que me assusta.
Será que um dia eu vou acabar assim?
Será que vou me tornar alguém de quem as pessoas se afastam? Alguém que precisa fingir ou chamar atenção para não ficar sozinho?
Apesar de tudo, sinto pena do meu pai.
E talvez uma das maiores lições que ele tenha me dado seja justamente esta: todos os dias eu tento não me tornar igual a ele.





