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sábado, 11 de abril de 2026

🎮 Jogar videogame depois de adulto: fuga, equilíbrio ou problema?

 Gosto de jogar videogame. Mas, com o passar do tempo, percebo que isso ainda causa certo estranhamento nas pessoas. Quando digo que gosto de jogar, muitos torcem o nariz. Se eu acrescento que também gosto de assistir anime, aí a reação parece piorar.

Mas isso levanta uma questão importante: quando aquilo que gostamos começa a atrapalhar nossa vida?

Hoje, já não tenho o mesmo tempo de antes. Não consigo passar horas jogando como fazia quando era mais novo — e tudo bem. A vida muda, as responsabilidades aumentam. Ainda assim, não deixo de fazer o que preciso para jogar. O videogame entra como um momento de lazer, como poderia ser a leitura de um livro. A diferença é que essa é a forma que eu gosto de relaxar.

A verdade é simples: tudo em excesso faz mal. Até mesmo a água — que é essencial para a vida — pode ser prejudicial em excesso. Então, o problema não está no videogame, no anime ou em qualquer outro hobby, mas sim na falta de equilíbrio.

E aí vem outra reflexão:
Será que precisamos estar disponíveis o tempo todo para os outros?
Será que não podemos ter um tempo só nosso?

Ter momentos individuais não é egoísmo — é necessário.

Claro, se algo começa a prejudicar sua vida pessoal, profissional ou seus relacionamentos, é um sinal de alerta. Nesse caso, é preciso parar, refletir e ajustar o rumo.

Mas também existem momentos em que esses hobbies vão além do simples entretenimento. Eu lembro de uma fase muito difícil da minha vida, quando meu casamento acabou. Foi um período pesado, de muita dor. E, curiosamente, foi nessa época que comecei a jogar Elden Ring.

Chegar em casa e me deparar com o vazio era difícil. Então eu ligava o videogame e mergulhava naquele mundo enorme, desafiador e cheio de possibilidades. Explorar aquele universo me ajudava a distrair a mente, a aliviar o peso do dia. De certa forma, o jogo me ajudou a atravessar aquele momento.

No fim das contas, a pergunta continua:

O problema é o que você faz… ou a forma como você faz?

E você, o que acha? Existe um ponto de equilíbrio ou tudo depende de como usamos o nosso tempo?

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